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    Principais indicadores

    O agravamento da invasão da Ucrânia e a persistência da inflação nos EUA são fatores de preocupação do mercado. Mas, do ponto de vista do investidor brasileiro, há boas notícias. Uma é a elevação dos preços de certas commodities, o que pode favorecer os países exportadores como Austrália, Canadá e Brasil. Porém, ainda no mercado de commodities, houve uma redução do preço do petróleo. Os contratos futuros tanto de Brent quanto de WTI caíram cerca de cinco por cento na última semana.

    Bolsas

    A semana foi de perdas na média da maioria do mercados. O Ibovespa caiu 2,41%, fechando a 111.713. Nos EUA, todos os índices cairam: S&P 500 2,88%, Dow Industrial 2,00%, NASDAQ Composite 3,53% e Russell 2000 1.06%. No comparativo com seis meses atrás, o NASDAQ perdeu mais de 15 por cento e o Russell 2000 cerca de 11 por cento.

    Na Europa, tanto o EuroNext 100 quanto o FTSE 100 subiram, respectivamente 2,79% e 2.41%. Já na Ásia, o Nikkei 225 perdeu 3,17% em Tóquio enquanto que o Hang Seng recuou 6,17% em Hong Kong.

    Commodities

    O óleo cru Brent fechou a semana em USD 112.67, um recuo de 4,61% em relação à sexta-feira anterior. Já nos EUA, o WTI fechou a USD 109.33, baixando 5,49% na semana. O ouro subiu 0,94% em Londres, fechando a USD 1,985. No entanto, estes três preços-chave da economia apresentam altas de, respectivamente, 54,51%, 56,81% e 10,53% sobre o que era praticado seis meses atrás.

    O café continua baixando, os contratos fechando a 222.95 na sexta-feira. Esta baixa parece uma correção de preços, pois em relação aos preços de seis meses atrás, os contratos ainda estão 20% mais caros. O milho e a soja tiveram ligeiras altas, respectivamente, 1,06% e 0,87%, os contratos fechando a semana a USD 764.50 e USD 1.690.75.

    Moedas

    No mercado de câmbio, o dólar norte-americano continua forte, mantendo seu preço em relação ao euro e ganhando ligeiramente em relação à libra e ao iene. O real também praticamente manteve seus preços em relação ao dólar e ao euro.

    Títulos públicos (10 anos)

    A rentabilidade (yield) dos principais títulos públicos subiu, indicando uma queda no interesse. Pode-se pensar que os mercados estão entendendo que a crise da Ucrânia será de longa duração e já tenham se adaptado à situação. De um modo geral, os yields voltaram ao patamar da segunda semana de fevereiro.

    Expectativas para a economia brasileira

    O Relatório Focus da última sexta-feira, 11, indica um aumento na expectativa do IPCA para 2022, agora no patamar de 6,45%, contra 5,65% na semana anterior. É um aumento bastante significativo e representa a nona semana consecutiva de alta. Também ouve um crescimento na expectativa do IPCA para 2023, passando de 3,51% para 3,70%.

    A expectativa do crescimento do PIB também subiu, pela segunda semana seguida, passando de 0,42% para 0,49%. Na contramão do PIB, o preço do dólar em dezembro é agora estimado em R$ 5,30, contra R$ 5,40 na semana passada, chegando a R$ 5,21 em dezembro de 2023.

    A expectativa da taxa SELIC para 2023 é agora de 12,75%, contra 12,25% na semana passada. Uma elevação súbita do consenso do mercado. Para 2023 a projeção também subiu de 8,25% para 8,75%.

    Taxa básica de juros nos EUA

    A última reunião do comitê de mercado aberto do FED (Federal Open Market Committee – FOMC) manteve a meta de taxa básica de juros entre 0,00% e 0,25% a.a. Tal comportamento já era esperado pelo mercado. Porém, o FED também decidiu reduzir significativamente a taxa da injeções de capital no mercado, feita através da compra de títulos públicos.

    A grande preocupação do FED até aquele reunião fora os efeitos recessivos da pandemia de Covid-19. Porém, como notório, a taxa de aumento do custo de vida (a “inflação”) nos EUA atingiu níveis não vistos desde os anos 1970. Este rítmo de elevação de preços foi inicialmente atribuído a problemas na cadeia de logística, outra consequência da pandemia. Porém há uma intensa discussão de que a questão seria mais estrutural do que conjuntural, o que, dentro das normas e crenças da política monetária, pediria uma elevação das taxas básicas de juros.

    A próxima reunião do FOMC será nos dias 15 e 16 de março e o mercado espera uma elevação, talvez de mais 0,25 pontos percentuais na taxa. A expectativa também é de que as reuniões subsequentes tragam mais aumentos, elevando o nível de interesse nos títulos públicos. O consenso parece ser de que o ano deverá terminar com a taxa FRED a 1.10 por cento, chegando a mais de 1.8 por cento em dezembro de 2023.

    Estes aumentos terão impacto nas bolsas de valores de todo o mundo e também nas taxas básicas das demais economias. No Brasil, a projeção do relatório Focus está na casa dos 12 por cento. Um crescimento dos juros mais rápido que isto para segurar uma inflação crescente por força da crise na Ucrânia pode voltar a reduzir as expectativas de crescimento do PIB, com reflexos na campanha e no resultado das eleições de outubro.

    Criptomoedas em estudo pelo Tesouro norte-americano

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    Estátua de Satoshi Nakamoto em Budapeste, Hungria. Créditos

    Em 9 de março, o presidente Joe Biden assinou um decreto presidencial (executive order) determinando um estudo mais profundo dos perigos e benefícios das criptomoedas (que, em nosso entender, ainda não podem ser chamadas de moedas).

    Basicamente, o governo dos EUA quer entender melhor os impactos do instrumento financeiro em seis áreas:

    1. proteção de investidores e consumidores;
    2. estabilidade financeira;
    3. atividades ilegais;
    4. competitividade global dos EUA;
    5. inclusão financeira; e
    6. inovação responsável.

    Segundo as informações divulgadas, a responsabilidade pelo estudo será do departamento do Tesouro, o ministério da economia norte-americano. A medida foi aplaudida como o “reconhecimento dos EUA às criptomoedas”. Na verdade pode ser um primeiro passo na direção de uma regulação mais rígida do instrumento, o que iria na contramão do que Satoshi Nakamoto parecia propor: uma moeda sem vínculo a governos e bancos centrais.

     

    Estes são os assuntos do The Monday Call desta segunda-feira. Obrigado pela leitura e por seu interesse. Até a próxima edição.

    The Monday Call é um produto da WPJ & Associados.