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    Tâ-Tuuuum… uomm… uomm…

    Fundada em 1997 por Marc Randolph e Reed Hastings, que já vinham do mercado de hardware e software, a Netflix (NASDAQ:NFLX) começou alugando DVDs pelo correio e cobrando por título alugado, como qualquer locadora. Mas logo veio a inovação: a partir de 1999 seus clientes puderam optar por um plano de assinatura mensal.

    Logotipo da Netflix Inc. (Créditos)

    A empresa somente começou a dar lucro em 2003, quando obteve uma receita líquida de seis milhões e meio contra um faturamento de 272 milhões. O crescimento continuou e dois anos mais tarde, a Netflix estava despachando um milhão de DVDs por dia.

    O serviço de serviço de vídeo online foi iniciado em 2007 e no ano seguinte ficou disponível sem custo adicional para todos os assinantes do serviço de locação de DVDs. Em 2009, o streaming passou a ser o carro chefe do negócio. A expansão para o exterior começou em setembro de 2010 pelo Canadá. Um ano mais tarde, em setembro de 2011 – antes mesmo da Europa, onde chegaria em janeiro de 2012 – a Netflix abriu as portas no Brasil, hoje seu segundo maior mercado com 18 milhões de assinantes em 2021.

    Além da aquisição de títulos de estúdios tradicionais e produtoras independentes, a Netflix investiu em produções próprias, começando pela famosa versão norte-americana da maquiavélica série política britânica House of Cards. Recompensando todo seu esforço, o grupo chegou em 2022 com mais de 220 milhões de assinantes ao redor do mundo.

    As ações da Netflix fecharam 2003, primeiro ano em que o empreendimento registrou lucro, a USD 3.91. Após um pico de USD 5.68 em janeiro, o papel encerrou 2004 a apenas USD 1.76. O fechamento em 2007, ano de início do streaming, foi de USD 3.80, num movimento de valorização gradual que levaria o preço do papel para a casa dos dois dígitos (USD 10.53) em março de 2010 e dos três (USD 102.23) em março de 2016.

    Antes da pandemia de Covid-19, o máximo histórico do NFLX havia sido de USD 423.21 em junho de 2018. Este máximo foi seguido de uma queda até dezembro do mesmo quando o papel chegou a USD 231.23. O ciclo novamente reverteu-se, cada ação logo sendo negociada por volta dos USD 360. Mas entre maio e agosto de 2019, os preços novamente caíram chegando ao mínimo de USD 287.20.

    Parte da sede administrativa da Netflix. 101 Albright Way, Los Gatos, Califórnia. (Créditos)

    A partir daí, a Netflix entrou num longo período de altas. Em janeiro de 2020, último mês antes da generalização das medidas de “isolamento social” no mundo, o papel fechou a USD 345.09. Mas, impulsionado pelas centenas de milhões de pessoas presas em casa, em novembro de 2021 as ações da companhia atingiram seu máximo histórico de USD 700.99. Porém, nos quatro meses seguintes, o NFLX sofreu uma queda gradual até a terça-feira, 19 de abril, quando fechou a USD 348.61 – metade do seu recorde de quatro meses antes.

    Este patamar de USD 350 seria consistente com os preços antes da pandemia e poderia representar as expectativas normais do mercado para a empresa. Porém, no mesmo dia 19, Reed Hastings anunciou que, ao invés do aumento previsto de dois milhões e meio de assinaturas, a Netflix havia perdido mais de 200 mil no primeiro trimestre do ano. E além desta perda efetiva, o comunicado também falava na expectativa de mais dois milhões de assinaturas a serem canceladas no futuro próximo. Como resultado, na quarta-feira, 20, o preço de fechamento da Netflix na Nasdaq foi de USD 226.16, uma queda de 35.12%, representando uma perda de mais de USD 40 bi no valor de mercado da empresa e uma volta às cotações do final de 2017.

    Reed Hastings na Web 2.0 Conference, 2005. (CC BY-SA 2.0. Via Wikimedia Commons.'>Créditos)

    É possível que o mercado tenha exagerado na dose e que o valor da Netflix seja maior do que os preços atuais. Afinal, uma eventual perda de dois milhões de assinantes é menos do que um por cento da base de clientes da empresa. Fora isto, os tempos estão mudando para todo o segmento. Se a queda da Netflix foi excepcional, concorrentes como Roku, Disney e Warner também vêm perdendo valor de mercado. Pode mesmo haver um novo grande futuro para as ações da Netflix (e isto não é de forma alguma uma recomendação de compra): o aperto inflacionário esperado no médio prazo pode levar famílias ao redor do mundo a manterem suas assinaturas dos provedores de filmes e séries e cancelar os pacotes de televisão por assinatura, que em geral custam muito mais.

    Só que a irritação de Wall Street com a Netflix pode também ser a mesma de boa parte de seus assinantes (self included). Enquanto a líder no mercado de Video on Demand – VOD vem continuamente aumentando seus preços, a oferta de títulos tem deixado a desejar.

    Fora isto, o mercado que até relativamente pouco tempo era dominado pela empresa de Los Gatos, California, vem se fragmentando. Além do YouTube, grande conglomerados como Disney, Amazon, HBO e Paramount também criaram serviços de streaming. Mas o custo das assinaturas força muitas famílias a escolherem um ou dois serviços. E nem sempre a Netflix vence.

    A semana na economia

    A semana abriu sob um maior temor de estagflação – baixo crescimento com inflação de preços 😱. Na segunda-feira, 18, o Ibovespa fechou a 115,667 pontos, ligeira queda de 0.43% ↓ 😳. O petróleo Brent ganhou 1.31% ↑, fechando a USD 113.16 e o ouro futuro subiu 0.58% ↑ encerrando o dia a USD 1,986.40. 😒

    Nos EUA, o mercado fechou com S&P 500, Dow 30 e Nasdaq praticamente estáveis em relação à abertura. 😴 Já o rendimento dos bonds de 10 anos em USD subiu 3.2 ↑ pontos-base. O destaque do dia no mercado à vista foram as ações da Twitter (NYSE: TWTR) que, no embalo da contra-ofensiva da empresa contra a oferta de Elon Musk para fechar o capital da empresa, subiram 7.48% ↑ para fechar a USD 48.45. 🤩

    Enquanto isto, no Japão, o ministro da economia Shunichi Suzuki comentou que a baixa do iene está trazendo mais prejuízos do que benefícios à economia japonesa 😬, já sinalizando uma possível intervenção para valorizar a moeda frente ao USD.

    Na terça-feira, 19, os índices nos EUA fecharam em alta expressiva, Nasdaq encerrando a 13,619.66, um ganho de 2.15% ↑ sobre o fechamento da véspera. 🤠 Já o Ibovespa continuou o recuo, perdendo mais 0.55% ↓, enquanto que o dólar ganhou mais 0.32% ↑ sobre o real. Porém, o que mais chamou a atenção foi o aumento de quase ↑ 8 pontos-base no rendimento dos bonds de 10 anos do tesouro norte-americano, que fechou a 2.941%. 🤔

    Já na quarta-feira, 20, o mercado sofreu o impacto das más notícias da Netflix, cujas ações encerraram o pregão da Nasdaq com preços 35.12% ↓ abaixo do fechamento anterior 😖, ajudando o índice Composite a perder 1.22% ↓, metade do ganho da véspera. 😲 S&P permaneceu estável e o Dow subiu 0.71% ↑.

    No Brasil, véspera de feriadão, o Ibovespa fechou a 114,344, continuando uma semana de queda contínua. 😠 Talvez por uma falta de negócios, o dólar também fechou em queda, a moeda dos EUA encerrando a quarta-feira a BRL 4.6224, perdendo 0.97% ↓ em relação ao fechamento anterior. E, em Londres, o petróleo Brent subiu 1.04% ↑, encerrando as negociações a USD 107.91 o barril, porém ainda abaixo do fechamento da sexta-feira anterior.

    A quinta-feira foi Dia de Tiradentes no Brasil, com mercado fechado e dólar estável. 😴 Nos EUA, veio a divulgação dos excelentes resultados da Tesla (NASDAQ:TSLA) e também da United Airlines (NASDAQ: UAL, B3:U1AL34). 😍 Mas Wall Street fechou em grandes baixas: Nasdaq 2.07% ↓, S&P 500 1.48% ↓, DOW 1.05% ↓, todos deprimidos pela declaração do chairman do Fed, Jerome Powell, de que os juros básicos devem subir nas próximas reuniões do comitê de política monetária. 😰

    Também nos EUA continuou a novela do controle da Twitter, com Elon Musk – feliz pelos excelentes resultados de sua Tesla – informando já ter o capital necessário para fazer seu “tender offer” (vide abaixo): USD 46.5 bi. 😏

    A sexta-feira registrou grandes perdas no mercado global de valores. 😲 Em Nova York, o S&P caiu 2.77 %↓, a Nasdaq 2.55% ↓ e o Dow 2.82% ↓, sua maior queda num dia desde 2020 😳. Alguns maus resultados das empresas componentes dos índices e a preocupação com a persistência da inflação devem ter contribuído para tal queda.

    Em São Paulo, o Ibovespa encerrou o dia com uma perda de 2.86% ↓ sobre a véspera, fechando assim uma semana contínuas baixas que levaram o índice brasileiro retornar para a casa dos 110 mil pontos. 😡 O dólar norte-americano subiu 3.71% ↑, fechando em BRL 4.7937, sugerindo uma ligação entre queda do Ibovespa e saída de capital estrangeiro. 🤔

    Na Europa, tanto o EuroNext quanto o FTSE também fecharam em baixa, respectivamente de 1.88% ↓ e 1.39% ↓, baixa esta acompanhada pelo euro, com perda de 0.39% ↓, fechando a USD 1.0794, e pela libra esterlina, que perdeu 1.47% ↓ e ao fim do dia comprava apenas USD 1.2837.

        Variação
    na semana na quinzena no mês no ano
      2022-04-22 2022-04-15 2022-04-08 2022-03-25 2021-04-23
    Ibovespa 111,078.00 -4.39 ↓ -6.12 ↓ -6.72 ↓ -7.84 ↓
    S&P 500 4,271.78 -2.75 ↓ -4.82 ↓ -5.97 ↓ 2.19 ↑
    NASDAQ Composite 12,839.29 -3.83 ↓ -6.36 ↓ -9.39 ↓ -8.40 ↓
    FTSE 100 7,521.68 -1.24 ↓ -1.93 ↓ 0.51 ↑ 8.40 ↑
    Hang Seng 20,638.52 -4.09 ↓ -5.64 ↓ -3.58 ↓ -29.03 ↓
    Óleo cru Brent 106.65 -4.52 ↓ 3.77 ↑ -11.60 ↓ 61.32 ↑
    Soja 1,716.00 2.08 ↑ 1.60 ↑ 0.35 ↑ 11.45 ↑
    Dólar → Real 4.79 2.07 ↑ 2.06 ↑ 1.06 ↑ -12.45 ↓
    Euro → Real 5.08 0.06 ↑ -0.60 ↓ -2.49 ↓ -23.35 ↓
    Euro → Dólar 1.08 -0.11 ↓ -0.75 ↓ -1.72 ↓ -10.79 ↓
    Libra → Dólar 1.28 -1.69 ↓ -1.49 ↓ -2.62 ↓ -7.47 ↓

    Expectativas do mercado

    O Banco Central voltou hoje a divulgar o relatório Focus. Na próxima edição retomaremos a publicação das expectativas do mercado.

    Adeus Patópolis?

    Até mesmo os millenials sabem que Patópolis (aka Duck City) é a cidade habitada pelos personagens das estórias em quadrinhos Disney, em especial Donald e seus sobrinhos, Vovó Donalda, Gansolino e impagável Tio Patinhas. É uma cidade imaginária, claro, que somente existe na mente das crianças de várias idades que se encantavam com as aventuras da Família Pato.

    Mas há uma espécie de Patópolis (aka Duck City) absolutamente real e verdadeira e chamada Reedy Creek Improvement District. É uma área entre os condados de Orange (aka Orlando) e Osceola controlada diretamente pela Walt Disney World Resort, (aka Disney World).

    Posto de bombeiros nº 4 do distrito de Reedy Creek, um dos serviços que possivelmente deverão ser doravante mantidos pelos condado. (Créditos)

    Com cerca de 100 km², o distrito foi criado em 1967 sob forte lobby do próprio Walt Disney que pretendia construir seu segundo parque naquela área. Impensável na maior parte do mundo, dadas as peculiaridades da divisão administrativa dos Estados Unidos, o distrito age como um “município virtual”, sobre o qual a Disney World tem (tinha?) quase que absoluto controle.

    Tal controle inclui (incluía?) a possibilidade de impedir, dentro de sua jurisdição, a aplicação da lei estadual nº 1557. Objeto de grandes controvérsias, a lei 1557 proíbe a discussão de orientação sexual ou identidade de gênero nas escolas antes do quarto ano do primeiro ciclo (mais ou menos o nosso quarto fundamental).

    De início, a Disney permaneceu alheia ao assunto, porém a pressão de seus funcionários levou a direção da empresa a colocar-se contra o dispositivo. Isto causou a ira do governador Ron DeSantis que iniciou esforços para extinguir o distrito especial de Reedy Creek. O problema é que o fim da área fará com que a conta de boa parte dos serviços hoje bancados pela Disney e também o passivo em aberto do distrito caiam nas costas dos moradores dos condados de Orange e Osceola.

    Pior ainda, para acabar com os privilégios da Disney, o estado da Flórida provavelmente terminará com todos os distritos especiais do estado, prejudicando outras empresas e criando pressão tributária em moradores de outros condados. É um exemplo claro de uma questão política – que no fundo traduz um preconceito cultural – criando componentes desnecessários ao conjunto-risco dos empreendimentos da região.

    Na quinta-feira, 21, a assembleia legislativa da Flórida aprovou o fim da Reedy Creek Improvement District, que logo depois foi sancionada pelo governador, apesar dos protestos dos condados que serão afetados. Porém a Disney e a associação dos distritos especiais da Flórida devem contestar as mudanças na justiça.

    Publicidade às avessas

    O primeiro-ministro britânico Boris Johnson está sob grande pressão da opinião pública, do parlamento e mesmo de membros de seu Partido Conservador para renunciar devido ao escândalo “partygate”: um happy-hour nos jardins de Downing Street 10 num momento em que, em plena pandemia, o próprio governo proibira todo tipo de aglomeração desnecessária em todo o país.

    Em outros tempos, talvez a renúncia já tivesse ocorrido. Porém, a liderança internacional que Johnson vem demonstrando perante a agressão russa à Ucrânia lhe deu uma sobrevida política. Nesta semana, talvez até para deixar a poeira baixar em casa, o chefe de governo britânico aproveitou para, finalmente, visitar a Índia, dentro de seu programa “Global Britain”, uma forma de tentar compensar a saída do Reino Unido da União Europeia e, em consequência, do Mercado Comum Europeu.

    Só que Johnson resolveu visitar a fábrica indiana da JCB – JC Bamford Excavators Ltd, maior fabricante inglês de tratores e implementos agrícolas (e que também tem uma fábrica em Sorocaba). Em seu estilo populista, o PM subiu numa escavadeira para fotos. Porém o resultado foi dos piores possíveis.

    Boris Johnson posando ao lado de uma escavadeira JCB (Créditos)

    Nas últimas semana, a escalada de violência entre a maioria hindu e a minoria muçulmana na Índia levou alguns governos locais a porém abaixo casas e comércios nos bairros islâmicos. As escavadeira, ferramenta pesada empregada nos serviços, se tornaram, assim, símbolo de opressão estatal.

    Aqui temos um exemplo do surgimento de um componente sociocultural no conjunto-risco de uma atividade. Não se sabe ao certo se os assessores tiveram chance de alertar Boris Johnson quanto à ameaça à sua imagem, o que nos remete a outro problema da gestão de projetos envolvendo políticos profissionais e demagogos: a imprevisibilidade de suas ações.

    Stellantis

    A Stellantis N.V. (BIT:STLA, Euronext Paris:STLA, NYSE:STLA) anunciou esta semana sua saída completa da Rússia. Para quem não está ligado no mundo automobilístico, empresa, nascida da fusão entre o grupo PSA (Peugeot) e FIAT em 2021, é detentora de quatorza marcas de veículos: Abarth, Alfa Romeo, Chrysler, Citroën, Dodge, DS Automobiles, FIAT, Jeep, Lancia, Maserati, Opel, Peugeot, Ram Trucks e Vauxhall.

    Logotipo da Stellantis (Créditos)

    O grupo opera fábricas, próprias ou em joint venture, em 29 países, incluindo unidades em Betim e Sete Lagoas (MG), Goiânia (GO) e Porto Real (RJ).

    O conglomerado é comandado pelo executivo português Carlos Tavares, cuja remuneração no ano passado, EUR 19 mi, foi duramente criticada pelos dois candidatos no segundo turno das eleições presidenciais francesas, Emmanuel Macron e Marine LePen.

    Love me Tender

    Elon Musk continua firme na disposição de comprar toda a Twitter (NYSE:TWTR). Esta semana ele anunciou uma “tender offer”. Tender, aqui, não é nem canção de Elvis Presley nem presunto da Sadia (B3:BRFS3). O termo se refere a uma oferta de compra de todas as ações de uma empresa por um valor fixo e, naturalmente, acima do valor de mercado no momento.

    O problema é que o conselho da Twitter criou uma regra para aumentar o número de ações toda vez que algum investidor individual chegar a ter 15% do total do capital aberto. Mas há quem acredite que esta medida é um argumento a mais para Musk, que vem afirmando que o conselho não está agindo no melhor interesse dos acionistas. Se houver uma gritaria geral dos pequenos acionistas que não querem perder o negócio, o dispositivo – conhecido como poison pill – acabará sendo revogado.

    Elvis Presley interpreta "Love me Tender" no Ed Sullivan Show, 28 de outubro de 1956. A canção foi o tema do filme homônimo, um dramalhão ambientado após a Guerra da Secessão. Foi o primeiro filme de Elvis e o único em que ele não figura em primeiro lugar nos créditos. O filme não tem, claro, nada a ver com a compra da Twitter, mas é sempre uma boa oportunidade de rever-se o Rei do Rock'n'Roll.

    Rápidas da semana

    • O lock-down em Shangai está tendo graves consequências sociais. Cidadãos de classe média foram fotografados procurando comida no lixo e moradores com suspeita de Covid estão sendo barrados em seus prédios pelos próprios vizinhos.
    • Falando em China, o país vem comprando bem menos soja do que no ano passado, possivelmente em consequência da estabilização ou talvez redução de seu rebanho suíno, o maior do mundo.
    • Um dos mais conhecidos sites da ultra-direita norte-americana, o InfoWars, pediu concordata em razão dos processos por difamação movidos contra o apresentador Alex Jones pelos parentes das vítimas do massacre de Sandy Hook, que Alex Jones, proprietário da empresa e apresentador de rádio e televisão, classificou de pura invenção.
    • No começo era só a NASA (e suas subcontratadas). Em 2021, mais de USD 7 bi foram investidos em 118 empresas de tecnologia espacial.
    • O prefeito de Moscou declarou que a saída em massa das empresas ocidentais causou a perda de mais de 200 mil empregos na capital russa. E, segundo a Bloomberg, os magnatas locais estão cada dia mais preocupados com as consequências econômicas do conflito; mas não a ponto de contrariar seu presidente.
    • O presidente do México, Andres Manuel Lopes Obrador, o popular AMLO, não conseguiu aprovar a volta do monopólio estatal da eletricidade. E agora está sob pressão para começar a pagar o calote que a Pemex deu nos bancos. (Nada amarra tanto um país para trás do que uma petroleira estatal...)
    • A Embraer está com uma carteira de pedidos da ordem de USD 17.3 bi. No primeiro trimestre do ano, a fabricante entregou 14 jatos, sendo seis comerciais e oito executivos. (Nada leva tanto um país para frente do que uma indústria aeronáutica privatizada...)
    • Disposto a colocar até USD 15 bi de seu bolso na empreitada, Elon Musk está aceitando ajuda para comprar a Twitter. Se algum de nossos leitores tiver uns USD 5 bi à disposição e interesse em ter um Avatar Gold nas suas postagens, pode entrar em contato com ele: 1 Tesla Road, Austin TX USA 78725. (Não informam número de telefone.) (Não precisa mais. Parece que ele já conseguiu o dinheiro.)
    • A propósito, por que não tem fábrica da Tesla no Brasil?
    • A tensão está aumentando no Oriente Médio, onde as FA de Israel destruiram um depósito de armas do Hamas na Faixa de Gaza depois que outro grupo, o Jihad Islâmico, disparou foguetes contra o sul do país.
    • A arrecadação fiscal da China diminuiu em março em comparação aos dois meses anteriores.
    • Os juros dos financiamentos imobiliários nos EUA atingiram o patamar de 5.20%, a maior taxa dos últimos 12 anos.
    • Há uma crescente preocupação no mercado financeiro global em relação às dívidas soberanas (a dívida dos governos) dos países em desenvolvimento. Aparentemente, o Brasil, que costuma ser mais classificado como emergente do que em desenvolvimento, está fora da relação. Muito bom 😀!
    • A inflação na zona do euro foi de 7.4% em março.
    • Devido à adesão abaixo de 10 mil novos assinantes por dia, a CNN, que pertence ao conglomerado Warner Bros. Discovery, encerrou o “canal” CNN+, um serviço de streaming com conteúdo premium, apenas três semanas após seu lançamento.
    • O pesquisador sul-coreano Kang Dong Wan vem recolhendo lixo norte-coreano que encontra nas das praias perto da fronteira entre os dois países. O objetivo é entender melhor os novos padrões de consumo sob o regime ditatorial de Kim Jong Un, que vem cedendo às pressões internas para, pelo menos, dar uma melhorada na qualidade dos bens fabricados e vendidos no país.

     

    Estes são os assuntos do The Monday Call desta segunda-feira. Obrigado pela leitura e por seu interesse. Até a próxima edição.

    The Monday Call é um produto da WPJ & Associados.