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    Poupança

    Poupança é a parte de nossa receita que decidimos guardar ao invés de gastar de imediato.

    Tipos de poupança

    Caderneta de Poupança, Caixa, São Paulo, 1971 (Páginas 2 e 3).jpg
    Caderneta de Poupança da Caixa Econômica do Estado de São Paulo emitida em 1971, com depósitos e rendimentos datilografados. (Créditos)

    Poupança pode ser efetuada de forma livre ou programada. Na poupança livre, o montante poupado varia de acordo com a disponibilidade do poupador. É uma forma simples de poupar, porém esbarra em nossa propensão a consumir tudo (ou mais!) que nossa receita mensal permite. São meios conhecidos de poupança simples:

    Por sua vez, a poupança programada busca disciplinar nosso hábito de poupança através do compromisso de realizar depósitos ou pagamentos periódicos. Alguns exemplos práticos de poupança programada são:

    Correção e rendimento

    Em sua forma mais simples, poupança é simplesmente um meio de separar receita para consumo futuro, ou seja, não gera rendimentos. O cidadão comum pode até aceitar não receber uma remuneração por sua poupança. Mas ninguém em sã consciência deixa o dinheiro parado enquanto os preços sobem devido à inflação.

    Na primeira metade da década de 1960, a alta anual dos preços chegava aos níveis de inflação galopante, fazendo com que poupar fosse sinônimo de perder dinheiro. Assim, o cidadão médio preferia gastar logo seus proventos ao invés de depositá-los no sistema financeiro. Este, por sua vez, sem uma importante parcela de recursos, não podia financiar novos empreendimentos ou obras públicas.

    No bojo das importantes reformas econômicas promovidas durante o governo Castelo Branco, houve a instituição da chamada “correção monetária” — a promessa de compensação das perdas inflacionárias na poupança popular. Além de juros de 6% ao ano, os saldos das aplicações receberiam também o percentual da inflação do período. Esta medida levou à popularização das chamadas “caderneta de poupança” (que eram realmente cadernetas!) objeto de massiva propaganda no início da década de 1970.

    Além da caderneta de poupança, bancos e outras instituições oferecem alternativas de maior rentabilidade, como os fundos de renda fixa. Ao invés da correção monetária, tais fundos oferecem rendimentos que superam a previsão inflacionária, permitindo, assim, realizar ganho real. E além dos rendimentos, produtos como os títulos de capitalização também oferecem ao poupador a chance de receber prêmios de sorteios.

    Já outras formas de poupança programada permitem a valorização da aplicação ou de seu objeto. Um plano de consórcio sorteado pode, talvez, ser revendido por um preço acima da soma das cotas já pagas. E, quando prontos, imóveis adquiridos “na planta” com financiamento, tendem a uma valorização suficiente para permitir bom lucro na revenda.

    Poupança e formação patrimonial

    A taxa de crescimento do saldo da poupança costuma ser baixa, ou até mesmo negativa em tempos de inflação mais elevada. Assim, poupar pode ser mais uma estratégia de formação de capital do que de formação patrimonial, permitindo, por exemplo:

    Poupar x economizar

    A ideia de poupar não deve ser confundida com a de economizar. Poupar, como vimos, é uma postergação do nosso consumo imediato em favor de uma realização maior mais à frente. Economizar significa reduzir despesas, de preferência através do melhor uso dos recursos, ou seja, sem redução de consumo.

    Em termos mais técnicos, o que chamamos de “fazer economia” é parte do conceito mais amplo de disciplina financeira — base da poupança e sempre fundamental para a saúde econômica do seu empreendimento e da sua vida pessoal.