Bons negócios.

Para fixar melhor o conceito de CAAS, podemos prosseguir através de um exemplo fictício porém realista: uma comunidade voltada para pequenas e médias escolas de idiomas.

WeBetter

Paula e André estudaram letras estrangeiras juntos e ficaram amigos por toda a vida. Paula seguiu a carreira acadêmica e se tornou especialista em métodos de ensino de idiomas. André abriu sua própria escola de línguas. Após vários anos lecionando, Paula criou uma empresa para capacitar professores de idiomas no emprego das novas técnicas de ensino. E André, preocupado com o crescimento das franquias de grandes cursos, fundou uma associação de pequenas e médias escolas de línguas.

A empresa de Paula foi relativamente bem sucedida. Porém, ela logo percebeu que quando terminava de treinar todos os professores de uma escola, esta perdia o interesse por seus serviços. Isto fazia com que cada contrato fechado exigisse um processo de venda completo. Poucos eram os casos de ex-clientes que voltavam a comprar seu curso. Em consequência, a empresa nunca foi muito rentável.

Já a associação de André foi um problema desde o início. Depois de vencida a guerra contra a burocracia – estatutos, editais, assembleias, atas, registro em cartório, etc, etc – vieram as brigas internas. Logo surgiu uma chapa de oposição e André foi retirado da presidência. Várias escolas pararam de pagar as mensalidade por não verem benefícios na associação. Quatro anos depois, André foi reconduzido à presidência para encerrar a entidade, já mergulhada em dívidas e processos trabalhistas.

Algum tempo depois, em uma reunião da turma da faculdade, Paula e André ficaram conversando sobre essas suas duas experiências. Por sorte, na mesma mesa estava Otávio, um colega que acabou trabalhando na corretora de seguros da família. Depois de ouvir os relatos, Otávio lhes contou sobre a comunidade de corretores de seguros a que pertencia. Operada por uma empresa privada especializada, a entidade oferecia vários serviços de grande interesse dos profissionais do ramo: informativos técnicos, análises comerciais, cursos, palestras e diversas outros recursos. Mas, como toda comunidade, ela também fomentava a integração dos membros promovendo, por exemplo, eventos técnicos e sociais, presenciais e online.

E, entre outras vantagens, a conjugação de gestão privada com organização comunitária oferecia um clube de descontos para os associados. De fato, a comunidade somente não lhes proporcionava representação política e institucional, papéis exclusivos dos sindicatos da classe.

Paula e André decidiram então juntar suas ideias e criar um empreendimento voltada ao fortalecimento técnico-comercial de escolas de idiomas independentes. Por orientação de Otávio, procuraram a empresa especializada que operava a comunidade de corretores de seguros. Para sua surpresa, descobriram que não seria necessário nem mesmo montar uma nova firma – muito menos passar por todas as etapas da fundação de uma associação sem fins lucrativos.

Na verdade, somente seria preciso definirem o nome da nova entidade – que batizaram de WeBetter, já que era para a melhoria de escolas de idiomas. A empresa se encarregaria de tudo o mais, desde o registro do website até a elaboração da propaganda. Seus sistemas permitiriam a Paula e André administrarem com facilidade os aspectos técnicos e financeiros de seu negócio. Assim, eles poderiam se concentrar no principal: criação de recursos e oportunidades para informação, inovação e integração de escolas de idiomas independentes.

Mas havia um empecilho: o investimento inicial. A empresa especialista em CAAS realizara uma simulação de desempenho ao longo dos primeiros três anos. Segundo seu modelo, a WeBetter deveria se tornar superavitária somente por volta do segundo aniversário. Até então ela trabalharia no vermelho, embora com as vendas gradativamente crescendo. Mesmo sem fazer qualquer retirada, Paula e André deveriam colocar cerca de vinte mil reais por mês no empreendimento. Isto estava fora de seu alcance.

Entretanto, a própria empresa gestora apresentou o projeto da WeBetter a investidores interessados em CAAS. Após alguns encontros para negociações, Paula e André cederam 40% do empreendimento em troca do capital necessário para os primeiros dois anos. E isto transformou seus dois sonhos em uma só realidade!

MAIS

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